Publicamos hoje a parte final do trabalho de pesquisa sobre Arcozelo:
Arcozelo é uma
freguesia do concelho de Vila Nova de Gaia.Esta freguesia de situa-se na parte
meridional do concelho do qual é parte integrante, distando da sede concelhia
cerca de 10 km
, 12 do Porto e 5 de Espinho. Ocupa uma área de cerca de 7,82 km², com uma densidade
populacional de 1 584,8 hab/km², tendo sido elevada a Vila em 18 de Fevereiro
de 1987.
Arcozelo
privilegia de um litoral relativamente extenso, delimitado a oeste pelo oceano
Atlântico, a sul por São Félix da Marinha, a Este por Serzedo e a Norte por
Gulpilhares, podemos assim verificar a boa posição geográfica da qual a vila
privilegia, disponibilizando de bons meios de transporte, tanto ferroviários
como rodoviários, com bons acessos para todo o pais.
Na
freguesia, tem parte, entre outros, os principais lugares, como:
· Aguda
· Aldeia
· Arcozelo
· Boavista
· Boavista
da Estrada
· Calvário
Corga
· Corvo
· Eirado
· Enxomil
· Espírito
Santo
· Fartinha
· Fonte
· Granja
(parte)
· Igreja
· Marinha
· Mergunhos
· Mira
· Miramar
· Morangal
· Pedra
Alva
· Pedrinhas
Branca
· Porril
· Sá
· Sobreiro
· Vale
· Vila
Chã
· Vila
Nova da Telha
Para além destes lugares, são famosas as suas
praias, entre elas a praia da Aguda, a Praia de Miramar e a Praia da Granja,
todas elas galardoadas com a “Bandeira Azul” e pólos de forte atração
turística.
É
na praia da Aguda, palco da secular tradição da pesca artesanal, que a câmara
Municipal de Gaia construiu um projeto inédito no Norte do país: a Estação
Litoral da Aguda, que engloba um dos Museus das Pescas, um Aquário Publico e um
Departamento de Educação e Investigação.
Para
além do carácter balnear que as praias da vila lhe conferem, esta é também um
roteiro religioso das gentes de todo o pais, não só pela bela igreja matriz ou
pela igreja paroquial de Arcozelo, mas principalmente pela capela-relicário
onde jaz Maria Adelaide de Sam José e Sousa, vulgo santinha de Arcozelo, que
tornam a freguesia um dos pontos mais importantes das romarias do norte do
país.
Caracterizando-se
por um relevo suave, de ténues declives descendo vagarosamente até ao mar.
Com
uma população que atinge cerca de 10.000 residentes, sendo grande parte
mão-de-obra integrante na industria têxtil, na produção de plásticos, de
pincéis, de cabos elétricos, transformação de madeira e construção de civil.
Existe ainda uma pequena percentagem da população que se dedica ao pequeno comercio
local, e ao ramo da agropecuária, com pouco peso económico e praticado em
grande parte, pela população idosa desta freguesia.
No
entanto é inegável que grande parte dos nossos visitantes conhece alguns
lugares como a Aguda, Granja, Miramar, não sabendo no entanto que pertence a
Arcozelo, isto porque estes lugares conferem uma maior relevância que a
freguesia em si.
Ainda
assim, para alem das praias que já foram referidas existem ainda vários outros
lugares e instituições que enaltecem o nome desta freguesia, incluindo a capela
de Dª. Maria Adelaide e a igreja matriz considerados como pontos de grande importância
para Arcozelo, projetando a a nível nacional.
É
também um forte centro de educação com cerca de quatro escolas primarias, sem
contar com o instituto Jean Piaget e com o colégio de nossa Sra do Rosário,
importantes centros de ensino a nível privado. Existem ainda a escola
preparatória Sophia Mello Breyner a escola S\3 Arq. Oliveira Ferreira.
É
de referir ainda instituições como o CRPG, a ARCO, a associação juvenil
Arcojovem, a Associação dos Amigos da Aguda, entre outros.
O
CRPG é uma instituição presta auxilio e educação a pessoas com deficiência,
tendo como missão “apoiar a reintegração na vida ativa e profissional nos seus
clientes, através de um conjunto integrado de serviços e produtos de elevada
qualidade e valor, apoiados numa estratégia de permanente inovação e
competitividade”.
Fundado em 1992, este centro presta auxilio
tanto a nível da instrução profissional, preparando os jovens para o mundo do
trabalho através de módulos de formação e oficinas e também se empenham na
reintegração social e profissional para aqueles que tem necessidade de repensar
o seu futuro a nível profissional. Preocupam-se assim com a reabilitação a vários
níveis, desde a índole psicológica, com a terapia da ocupação do dia-a-dia, a
reabilitação física através do
acompanhamento fisioterapeutico, mas também a nível familiar, uma vez que
também a vida destas foi alterada.
Assim
o centro pretende ainda alertar e modificar mentalidades da população cada vez mais preconceituosa,
“pois na vida, tal como herdamos da sabedoria de Lavoisier “na natureza, nada
se cria, nada se perde, tudo se transforma!” assim sendo também estas pessoas
que em algum momento da sua vida viram as suas capacidades limitadas, para
elas”nada se perde”, apenas se pode transformar, pois é possível recomeçar e
mostrar a esta sociedade cada vez mais limitada e seletiva de que a vida nos
prega certas partidas, não estando deste modo, nenhum de nós imune a uma
situação que nos possa vir a limitar em qualquer aspeto, por exemplo de
realizar algo que no nosso dia-a-dia fazemos regularmente e nem sequer damos
valor, a certos atos tão naturais como puder andar pelos nossos próprios pés e
que se do dia para a noite víssemos isso como algo que não mais voltaríamos a
fazer na vida, muito provavelmente só ai daríamos valor a tudo isso, assim como
a estas pessoas com alguma deficiência.”
No
respeitante aos equipamentos de saúde da freguesia, Arcozelo predispõe de
várias infraestruturas de apoio médico, entre elas:
·
Unidade
de Saúde Familiar de S. Miguel
·
Associação Mutualista de Arcozelo (AMA-
privado)
·
Bombeiros Voluntários da Aguda.
Associação juvenil sedeada em Arcozelo, foi fundada
formalmente em 1994 com base num grupo paroquial de jovens que desenvolveram
este projecto durante a sua caminhada para a celebração do Crisma. Assim nesse
ano, a associação deu os seus primeiros passos tendo vindo a crescer. Atualmente,
integra cerca de 108 sócios, dos quais 7 formam a direcção, apoiados ainda
pelos membros de uma Assembleia Geral e por um Concelho Fiscal, que em conjunto
tem vindo a alargar a sua interferência na freguesia, promovendo projetos e atividades
de cariz cultural, social, eucarístico, desportivo, informativo e recreativo.
Estação Litoral da
Aguda (ELA)
A
Estação Litoral da Aguda foi aberta ao público em Julho de 1999. Apesar do seu
projeto ser de um pequeno aquário na praia da aguda (1988) pela autoria do professor Mike Webber, do
instituto de Ciências Biomédicas, da Universidade do Porto, em 1990/91 o projeto
é reformulado, passando a integrar-se no projeto ELA. Atualmente
o edifício engloba o Museu das Pescas, no qual podemos encontrar equipamentos
modernos e antigos, o Aquário que alberga vários exemplares de fauna e flora da
região, essencialmente marinha, e por fim o Departamento de Educação e
Investigação de ecologia marinha, aquacultura e pescas.
Assim
a ELA tem desenvolvido vários programas e projectos com o objectivo de:
·
Aumentar a sensibilização do público em relação
ao litoral;
·
Possibilitar às instituições pedagógicas
um contacto direto com o mar;
·
Proporcionar educação ambiental para todas as
faixas etárias;
·
Participar no ensino universitário;
·
Investigar os processos biológicos do litoral;
·
Apoiar
a pesca local através de projetos de investigação.
O museu das pescas
A
ELA tem em exposição o mais variado tipo de apetrechos e utensílios
tradicionais da pesca artesanal que perpetuam o trabalho da faina e as
lembranças da vida de um povo ligado ao mar desde sempre.
Com
peças de todos os continentes, o museu de pescas da ELA tem uma espolio de
peças únicas e valiosas, que nos indicam para a evolução humana através das
similitudes entre os objetos de diferentes países, demonstrando a relação de
dependência do Homem com o mar.
O
Aquário da ELA - Estação Litoral da Aguda - dedica-se à fauna e flora aquáticas
locais, mostrando sobretudo os peixes e invertebrados marinhos mais importantes
para a pesca artesanal.
Entre
cerca de 60 espécies diferentes está representada a vida aquática
característica da praia da Aguda, em 15 aquários, estão expostas a zona intertidal
e a sublitoral. Com o aumento da profundidade assistimos a uma zona rochosa de
fauna e flora, e a um recife artificial a 25 metros.
Todas
as espécies em exposição foram capturadas com a colaboração dos pescadores da
Aguda, usando as técnicas e cuidados adequados.