domingo, 15 de abril de 2012

20 vidas 20 ideias ...para 2020!






Na fase final do projeto 20 vidas...20 ideias... para 2020, queremos mostrar-vos os ARGONAUTAS do FUTURO. O projeto foi ao longo destes meses um desafio, uma demanda na procura de descobrir novas rotas, novos caminhos que ajudassem a construir o amanhâ. Sabemos que cada um de nós tem um Quinto Império no bairro, e nesse desejo de ser mais, de visionar , de imaginar o futuro, queremos agradecer a todos aqueles que nos ajudaram. Aos nossos entrevistados para a curta metragem 20vidas...20ideias...para2020 (alunos ,professores,Presidente da Junta Dr Nuno Chaves;Presidente da Direção dos Bombeiros da Aguda, Sr Manuel Guedes; Diretor da E.L.A,Professor Doutor, Mike Webber; Sr Joaquim Canhola, pescador;José Ramos,Comerciante;Sr Paulo Vieira,presidente da direção da Rusga de Arcozelo;Sr Fernando Ferreira , Presidente de Direção da Federação Portuguesa de Folclore; Dr José Oliveira, Bióilogo da E.L.A;Drª Natividade Ferra, Diretora da escola Secundária Arquiteto Oliveira Ferreira), o nosso muito bem haja pelo tempo disponibilizado, e sobretudo sobre as reflexões sobre o futuro próximo. Obrigado pelo meio milhar  de visualizações no nosso blogue. Eis os Argonautas no ano 2020 com 26,27,28 anos....

Ana Monteiro, 26 anos, designer

Bruno Silva, 27 anos, empresário

 Ricardo Silva, 26 anos, diretor comercial
Nuno Reis, 28 anos, pintor

Miriam Lima, 26 anos, jornalista

Liliana Pedrosa, 27 anos, agente desportiva

Joel Souza, 25 anos, músico

Filipa Silva, 25 anos, designer gráfica

Ruben Valente, 25 anos, produtor de eventos

Pedro Costa, 25 anos, músico

Tânia Pinho,25 anos, gerente comercial






Elodie Soares, 26 anos, tradutora






Relatório Final
  1. O abismo que separa o dia de hoje do dia de amanhã, é cada vez mais profundo e simultaneamente mais inesperado. A aceleração histórica em que se vive é enorme, e o homem vive numa constante insegurança, sem possibilidade de prever, pois que não se prevê o imprevisível. Se é certo que o imprevisto dá um certo colorido à vida, também não é menos verdade que o mesmo, em certas circunstâncias, pode provocar a destruição dos planos de vida de cada um, e do plano de vida de uma comunidade. Valores, objetivos, padrões de vida, o “modus vivendi”, enfim, tudo pode ser posto em causa face às alterações aceleradas que se apresentam e a que o homem vai encontrando dificuldade de reação. Dito isto, e tendo por base a génese do  concurso, importa salientar que esse mesmo homem pode inventar, descobrir, conhecer e criar novas situações, novas soluções para o futuro, e neste caso para o devir da sua região. Competir-lhe-á a construção de uma nova geração, com novos cenários, nunca olvidando a componente humanista, pois sabemos que irá operar-se um verdadeiro salto tecnológico para 2020, e ao invés da luta selvagem pelo lugar ao sol, pela exigência da imediata satisfação das necessidades e ambições sociais  e económicas, deverá ser prioritário a luta pelo bem comum, e aí, na emergente nova ordem, o homem deverá pensar a sociedade como um todo e não pensar somente na sua realização pessoal. O projeto deu-nos a possibilidade de agir, de criar, de auscultar o pensamento de um povo, e em simultâneo avançar com ousadia para o futuro próximo….o nosso….mais verde….mais humano…..com maior participação cívica……melhor qualidade de vida e com a tomada de consciência que sim, podemos mudar!!! A equipa do 20 vidas 20 ideias para 2020!
  2.   





sexta-feira, 13 de abril de 2012


                     Aqui esta mais uma das entrevistas que fizemos a varias
 pessoas da nossa região esta é
      Diretora Natividade Ferra : com a pergunta acha que a sua 
escola em 2020 terá um papel importante para o desenvolvimento 
da região?





quinta-feira, 12 de abril de 2012

               Hoje publicamos mais fotos dos nossos entrevistados. A equipa reuniu na biblioteca para ultimar  afase final do projeto e fazer a edição dos videos.




Drª Natividade Ferra, Diretora da escola Arquiteto Oliveira Ferreira.

Deu-nos a sua reflexão sobre o futuro da nossa escola. Almejou um espaço com melhoramentos a nível do espaço fisíco, uma escola mais inserida na comunidade e uma escola viva, onde os alunos possam começar a construir os seus sonhos


Miguel, aluno do Arquiteto. Acordou em 2020 e viu uma escola com mais atividades, com mais espaços verdes e ....com parque de diversões!





Professora Alice. Depois de ter estado em letargia, acordou e disse:" Oh Meu Deus! Arcozelo ferve de cultura, os jovens tem oportindades de emprego; existem ótimas condições ambientais...belisquem-me",pediu!!!


Os alunos do 11º O na biblioteca a prepararem a apresentação final do projeto Norte School.



 
Enquanto um grupo tratava da edição dos videos...


...outro grupo tratava da elaboração do diário de bordo, do registo fotográfico e do relatório final.
    

JORNAL
Ú KÁBULA
da ESCOLA SECUNDÁRIA ARQUITECTO OLIVEIRA FERREIRA
ESCOLA SECUNDÁRIA ARQUITETO OLIVEIRA FERREIRA, 07 de junho de 2020            nº 83


Arcozelo considerada a melhor Vila da região Norte
O presidente da junta congratulou-se por esta distinção e referiu que o investimento nos últimos anos nas áreas de lazer, ambiente e infra estruturas de apoio aos mais jovens, atraíram muita gente que pode agora viver com elevada qualidade de vida. Refira-se que a população triplicou nestes últimos oito anos.                                                                                                            

A praia da Aguda figura também no top ten das melhores praias portuguesas.
O passadiço foi alargado e
possui agora espaços de descanso e de jogos. São milhares os veraneantes que todos os dias utilizam esta infra estrutura de uma enorme valência para os habitantes da nossa terra.
   
Desporto:decorre na praia de Miramar no próximo fim de semana o campeonato naciona de surf. A praia dispõe de excelentes condições para a prática da modalidade e espera-se a sua inclusão no circuito mundial

Sporting club de Arcozelo disputa no próximo domingo o jogo decisivo que lhe poderá dar pela primeira vez na sua história, a subida ao escalão máximo- a 1º Liga.

Escola Secundária Arquiteto Oliveira Ferreira
A escola Secundária sofreu nos últimos anos melhoramentos ao nível das suas instalações, sendo hoje uma das melhores escolas da região norte.  Houve uma aposta na expansão ao meio envolvente , tendo sido assinados vários protocolos com empresas da região, no sentido de apoiar os jovens na sua inserção no mundo do trabalho.
                                                                                                                              
                                                                                                                        

                                                                                                      

   

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Aqui esta uma das entrevistas que fizemos a varias pessoas da nossa região este é
Mike Weber: com a pergunta como acha a sua região em 2020?


             Publicamos hoje a parte final do trabalho de pesquisa sobre Arcozelo:

Arcozelo é uma freguesia do concelho de Vila Nova de Gaia.Esta freguesia de situa-se na parte meridional do concelho do qual é parte integrante, distando da sede concelhia cerca de 10 km , 12  do Porto e  5 de Espinho. Ocupa uma área de  cerca de 7,82 km², com uma densidade populacional de 1 584,8 hab/km², tendo sido elevada a Vila em 18 de Fevereiro de 1987.

Arcozelo privilegia de um litoral relativamente extenso, delimitado a oeste pelo oceano Atlântico, a sul por São Félix da Marinha, a Este por Serzedo e a Norte por Gulpilhares, podemos assim verificar a boa posição geográfica da qual a vila privilegia, disponibilizando de bons meios de transporte, tanto ferroviários como rodoviários, com bons acessos para todo o pais.

Na freguesia, tem parte, entre outros, os principais lugares, como:

·   Aguda
·   Aldeia
·   Arcozelo
·   Boavista
·   Boavista da Estrada
·   Calvário Corga
·   Corvo
·   Eirado
·   Enxomil
·   Espírito Santo
·   Fartinha
·   Fonte
·   Granja (parte)
·   Igreja
·   Marinha
·   Mergunhos
·   Mira
·   Miramar
·   Morangal
·   Pedra Alva
·   Pedrinhas Branca
·   Porril
·  
·   Sobreiro
·   Vale
·   Vila Chã
·   Vila Nova da Telha

 Para além destes lugares, são famosas as suas praias, entre elas a praia da Aguda, a Praia de Miramar e a Praia da Granja, todas elas galardoadas com a “Bandeira Azul” e pólos de forte atração turística.

É na praia da Aguda, palco da secular tradição da pesca artesanal, que a câmara Municipal de Gaia construiu um projeto inédito no Norte do país: a Estação Litoral da Aguda, que engloba um dos Museus das Pescas, um Aquário Publico e um Departamento de Educação e Investigação.

Para além do carácter balnear que as praias da vila lhe conferem, esta é também um roteiro religioso das gentes de todo o pais, não só pela bela igreja matriz ou pela igreja paroquial de Arcozelo, mas principalmente pela capela-relicário onde jaz Maria Adelaide de Sam José e Sousa, vulgo santinha de Arcozelo, que tornam a freguesia um dos pontos mais importantes das romarias do norte do país.

Caracterizando-se por um relevo suave, de ténues declives descendo vagarosamente até ao mar.

Com uma população que atinge cerca de 10.000 residentes, sendo grande parte mão-de-obra integrante na industria têxtil, na produção de plásticos, de pincéis, de cabos elétricos, transformação de madeira e construção de civil. Existe ainda uma pequena percentagem da população que se dedica ao pequeno comercio local, e ao ramo da agropecuária, com pouco peso económico e praticado em grande parte, pela população idosa desta freguesia.

No entanto é inegável que grande parte dos nossos visitantes conhece alguns lugares como a Aguda, Granja, Miramar, não sabendo no entanto que pertence a Arcozelo, isto porque estes lugares conferem uma maior relevância que a freguesia em si.

Ainda assim, para alem das praias que já foram referidas existem ainda vários outros lugares e instituições que enaltecem o nome desta freguesia, incluindo a capela de Dª. Maria Adelaide e a igreja matriz considerados como pontos de grande importância para Arcozelo, projetando a a nível nacional.

É também um forte centro de educação com cerca de quatro escolas primarias, sem contar com o instituto Jean Piaget e com o colégio de nossa Sra do Rosário, importantes centros de ensino a nível privado. Existem ainda a escola preparatória Sophia Mello Breyner a escola S\3 Arq. Oliveira Ferreira.

É de referir ainda instituições como o CRPG, a ARCO, a associação juvenil Arcojovem, a Associação dos Amigos da Aguda, entre outros.


O CRPG


O CRPG é uma instituição presta auxilio e educação a pessoas com deficiência, tendo como missão “apoiar a reintegração na vida ativa e profissional nos seus clientes, através de um conjunto integrado de serviços e produtos de elevada qualidade e valor, apoiados numa estratégia de permanente inovação e competitividade”.

 Fundado em 1992, este centro presta auxilio tanto a nível da instrução profissional, preparando os jovens para o mundo do trabalho através de módulos de formação e oficinas e também se empenham na reintegração social e profissional para aqueles que tem necessidade de repensar o seu futuro a nível profissional. Preocupam-se assim com a reabilitação a vários níveis, desde a índole psicológica, com a terapia da ocupação do dia-a-dia, a reabilitação física através  do acompanhamento fisioterapeutico, mas também a nível familiar, uma vez que também a vida destas foi alterada.

Assim o centro pretende ainda alertar e modificar mentalidades  da população cada vez mais preconceituosa, “pois na vida, tal como herdamos da sabedoria de Lavoisier “na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma!” assim sendo também estas pessoas que em algum momento da sua vida viram as suas capacidades limitadas, para elas”nada se perde”, apenas se pode transformar, pois é possível recomeçar e mostrar a esta sociedade cada vez mais limitada e seletiva de que a vida nos prega certas partidas, não estando deste modo, nenhum de nós imune a uma situação que nos possa vir a limitar em qualquer aspeto, por exemplo de realizar algo que no nosso dia-a-dia fazemos regularmente e nem sequer damos valor, a certos atos tão naturais como puder andar pelos nossos próprios pés e que se do dia para a noite víssemos isso como algo que não mais voltaríamos a fazer na vida, muito provavelmente só ai daríamos valor a tudo isso, assim como a estas pessoas com alguma deficiência.”

No respeitante aos equipamentos de saúde da freguesia, Arcozelo predispõe de várias infraestruturas de apoio médico, entre elas:

·                     Unidade de Saúde Familiar de S. Miguel
·                    Associação Mutualista de Arcozelo (AMA- privado)
·                    Bombeiros Voluntários da Aguda.



Arcojovem


Associação juvenil sedeada em Arcozelo, foi fundada formalmente em 1994 com base num grupo paroquial de jovens que desenvolveram este projecto durante a sua caminhada para a celebração do Crisma. Assim nesse ano, a associação deu os seus primeiros passos tendo vindo a crescer. Atualmente, integra cerca de 108 sócios, dos quais 7 formam a direcção, apoiados ainda pelos membros de uma Assembleia Geral e por um Concelho Fiscal, que em conjunto tem vindo a alargar a sua interferência na freguesia, promovendo projetos e atividades de cariz cultural, social, eucarístico, desportivo, informativo e recreativo.


Estação Litoral da Aguda (ELA)



A Estação Litoral da Aguda foi aberta ao público em Julho de 1999. Apesar do seu projeto ser de um pequeno aquário na praia da aguda (1988)  pela autoria do professor Mike Webber, do instituto de Ciências Biomédicas, da Universidade do Porto, em 1990/91 o projeto é reformulado, passando a integrar-se no projeto ELA. Atualmente o edifício engloba o Museu das Pescas, no qual podemos encontrar equipamentos modernos e antigos, o Aquário que alberga vários exemplares de fauna e flora da região, essencialmente marinha, e por fim o Departamento de Educação e Investigação de ecologia marinha, aquacultura e pescas.



Assim a ELA tem desenvolvido vários programas e projectos com o objectivo de:

·   Aumentar a sensibilização do público em relação ao litoral;
·   Possibilitar às instituições pedagógicas um contacto direto com o mar;
·   Proporcionar educação ambiental para todas as faixas etárias;
·   Participar no ensino universitário;
·   Investigar os processos biológicos do litoral;
·   Apoiar a pesca local através de projetos de investigação.

O museu das pescas


A ELA tem em exposição o mais variado tipo de apetrechos e utensílios tradicionais da pesca artesanal que perpetuam o trabalho da faina e as lembranças da vida de um povo ligado ao mar desde sempre.

Com peças de todos os continentes, o museu de pescas da ELA tem uma espolio de peças únicas e valiosas, que nos indicam para a evolução humana através das similitudes entre os objetos de diferentes países, demonstrando a relação de dependência do Homem com o mar.




O Aquário


O Aquário da ELA - Estação Litoral da Aguda - dedica-se à fauna e flora aquáticas locais, mostrando sobretudo os peixes e invertebrados marinhos mais importantes para a pesca artesanal.

Entre cerca de 60 espécies diferentes está representada a vida aquática característica da praia da Aguda, em 15 aquários, estão expostas a zona intertidal e a sublitoral. Com o aumento da profundidade assistimos a uma zona rochosa de fauna e flora, e a um recife artificial a 25 metros.

Todas as espécies em exposição foram capturadas com a colaboração dos pescadores da Aguda, usando as técnicas e cuidados adequados.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Terça feira, 10 de abril de 2011
 Alguns elementos da equipa acompanhados pelos professores visitaram navamente a zona da Aguda para realizar uma entrevista ao diretor da E.L.A ( Estação Litoral da Aguda), o Professor Doutor Mike Weber, biólogo marinho.. É sem dúvida uma das figuras mais conhecidas do meio e que tem lutado há décadas pela preservação da vida marinha e por toda a zona da orla marítima. Deu-nos a sua reflexão sobre o futuro da Aguda, tendo referido a sua preocupação pela extinção no futuro da pesca artesanal, tendo alertado também para o risco de erosão desta área. Entrevistámos também um outro elemento da sua equipa, o Dr José Oliveira, biólogo que manifestou a preocupação pelo desaparecimento no futuro de algumas espécies marinhas. O grupo teve ainda oportunidade de visitar o aquário e o museu das pescas. Foi uma jornada muito profícua em termos de conhecimento. Ao Professor Doutor Mike Weber, o nosso bem haja !
Eis aqui alguns dos momentos deeste dia:

O Professor Doutor Mike Weber, Biólogo Marinho
Aguda (ao fundo a lota)


Vista do paredão, farol e praia (considerada uma zona de risco de erosão)
Parte do grupo  num momento de lazer
Museu da Pescas

Artefatos usados na pesca artesanal
O laboratório
Exposição de espécies da fauna marítima

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Dia 09 de abril
 A turma deslocou-se até ao centro de Arcozelo para assistir à procissão que todos os anos se realiza nesta data, na Vila de Arcozelo. A dimensão religiosa é de fato uma das grandes valências de Arcozelo. São milhares de pessoas oriundas de várias partes do país que nos visitam nesta data, e também, aos fins de semana, para visitarem a capela e museu Maria Adelaide para aí prestarem o seu culto. Deste evento, a turma aproveitou para fazer um registo fotográfico de que vos damos conta no blogue.


Foram milhares de pessoas que visitaram Arcozelo neste dia 09 abril, para assistirem à procissão.

Quem esteve presente pode constatar o grande clima de religiosidade vivido por todos aqueles que participaram na procissão.
Notória foi também a presença de muitos jovens, o que demonstra o grau de participação em atividades da comunidade.
Auscultados pelos nossos repórteres de campo, muitos visitantes confessaram-nos queficaram satisfeitos com toda a organização  e manifestaram o desejo de continuar a visitar Arcozelo no futuro.

sábado, 7 de abril de 2012

(Continuação)  Bolsa de ideias
A recolha foi realizada pelos alunos através de pequenas entrevistas de rua.A questão continuou a ser: Como gostaria de ver Arcozelo em 2020?
Sr Fernando ( funcionário público)- Eu acho que é preciso reabilitar o espaço público. Acho que está em alguns lugares um pouco maltratado e é uma área de uso democrático por excelência. Deviamos apostar no futuro em mais zonas pedonais, com espaços de fruição como lagos, mais árvores etc.
Joel Sousa ( aluno do Arquiteto). No futuro próximo a orientação escolar e profissional devia apostar mais na aproximação ao mundo do trabalho, com a criação de oportunidades que aproximem a escola da comunidade e da sociedade em que esta se insere.
Sr Francisco Sliva-( bancário)-  No futuro deviamos apostar no desenvolvimento de estratégias colaborativas que mobilizassem os cidadãos e que tirem partido das tecnologias disponíveis.E já agora, facilitar parcerias que encoragem a economia criativa.
Sr José (comerciante)- Eu que acho  no futuro Arcozelo devia ter mais vida cultural, para que os jovens se ocupassem de atividades onde pudessem praticar várias artes, como o teatro, por exemplo. Podiam revitalizar as antigas fábricas para essas atividades de cultura.
Do nosso projeto, inserido na categoria Letras & Jornalismo, publicamos hoje mais um trabalho de pesquisa sobre a Vila de Arcozelo. Julgamos ser importante a caraterização dos vários domínios da nossa terra, para proceder a uma análise prospetiva e reflexiva sobre o seu devir.

A primeira referência histórica à freguesia de Arcozelo conhecida, data de 1113. Em 1518, é referida nos “forais novos”, decretados por D. Manuel I, fazendo parte das terras da Feira, englobando dentro dos seus limites a Igreja de São Paio de Oleiros. Esta Igreja, veio a cair e o culto que se veio a formar em Igreja Paroquial. Atualmente a Igreja Paroquial, situa-se a escassos metros da antiga, em edifício moderno e funcional .
É no cemitério Paroquial que se encontra a capela dedicada a D. Maria Adelaide “canonizada” apenas pelo povo, pois a Igreja recusou tal santidade. Senhora oriunda de Lamego, foi professora do Convento “Corpus Christi” (Gaia), onde veio a contrair tuberculose, doença que não a inibia de se dedicar à caridade. A sua morte ocorreu em 1885, permanecendo a memória desta benfeitora no pensamento de todos.

Em 1916, tendo sido aberta a sua sepultura para se proceder ao levantamento dos restos mortais, foi com grande espanto que depararam com um corpo incorrupto. Um brado de estupefação correu a freguesia de lés-a-lés e o povo ocorreu de imediato ao cemitério para saber do acontecido.

Arcozelo possui ainda a Igreja Matriz, construída no século XVII, tal como as capelas de Espírito Santo e da Nossa Senhora da Nazaré. Estas Igrejas adotaram, em regra, o estilo neo-romântico-bizantino, particularmente evidente no jazido-capela de Maria Adelaide em algumas casas, palacetes e quintas, em regra pertencentes da Burguesia.

Das figuras que se podem destacar nesta freguesia, salientam-se as do Padre Manuel Nunes de Campos, que nela pregou durante 36 anos, assim como as de Eça de Queiroz (que passou ferias e viveu na Quinta de Enxomil ou na Granja), e dos doutores Paulo Falcão, João Grave, Alfredo Cortez, entre outros. 

 Nesta freguesia, os lugares mais antigos são os de Enxomil e de Vila Chá em Mira. Arcozelo é atravessada pelo pequeno riacho de Espírito Santo.
No século XVII a freguesia foi atingida por uma epidemia muito violenta, ficando a população reduzida unicamente a 11 habitantes. O seu passado esteve virado para a agricultura mas, nas últimas décadas, a pouco e pouco foi-se transformando numa zona industrializada, destacando-se como a serralharia, o têxtil e a tapeçaria. Hoje em dia são sobretudo famosos os ferros forjados saídos das oficinas do Corvo. Estes belíssimos trabalhos em ferro, espalham-se por todo o país e até no estrangeiro.
Na Aguda, povoado pertencente a Arcozelo várias são as coletividades que nele se destacam. Citam-se, a Federação do Folclore Português, o Clube Ornitológico Português, a Estação Litoral e a Sociedade Columbófila. Esta coletividade dedica-se a criar e a adestrar pombos, especialmente pombos-correios, que concorrem em numerosas provas.
O lugar possui ainda o Museu das Pescas, um Aquário Publico e um departamento de educação e investigação vocacionados para a ecologia marinha, aquacultura e pescas. No Museu das Pescas elevam-se as artes tradicionais de pesca artesanal expondo-se nele vários utensílios de pesca, que são comparados com equipamento de outros países e de outras épocas, como por exemplo: anzóis, fisgas e arpões.
A Aguda possui um Parque de Turismo inaugurado em 1940, que possuía salas de cinema, restaurantes, “courts”de ténis e “rink” de patinagem.
A Gastronomia, parte importante da cultura de Arcozelo apresenta a caldeirada de peixe e/ou de marisco como pratos tipicamente tradicionais desta freguesia localizada junto ao mar pelo que estes pratos também constituem uma atracção para os turistas.
 Arcozelo
 Arcozelo é uma freguesia conhecida sobretudo devido à romaria do Sr. da Pedra e às festividades em honra da “Santa” Mª Adelaide, bem como às praias de Miramar e da Aguda.
     A freguesia é referida e conhecida, até meados do século XX, como sendo exclusivamente rural, destacando-se assim a origem simples da população, que se dedicava, na maioria, à agricultura e a uma indústria pouco desenvolvida. O apego da população às tradições folclóricas, à serralharia artística e às rendas de bilros e tapetes de Arraiolos demonstra o lado tradicional dos arcozelenses.
Todavia, no dizer de Pacheco (1986, p. 207) em Arcozelo “ […] as colmeias piscatórias da Aguda e as cosmopolitas Granja e Miramar eram exceções […] “ ao ambiente rural da freguesia.
Apesar de grande parte da Granja pertencer a São Félix, há uma pequena faixa que ainda faz parte de Arcozelo. A Granja, “muito bem frequentada” particularmente em época balnear, como será referido na parte respeitante a São Félix. Deve, no entanto, salientar-se a passagem por Arcozelo de alguns vultos importantes como: Eça de Queirós (que, além da Granja, também esteve na Quinta de Enxomil), o Dr. Paulo Falcão (Governador Civil do Porto depois de 1910), João Grave e Alfredo Cortez (escritores), e ainda o arquiteto Oliveira Ferreira (que, mais tarde, deu o seu nome à escola secundária de Arcozelo, escola que ora frequentamos).
Na freguesia, para além da Granja, uma outra localidade atraiu população de elevada estirpe social, já que, como refere Pacheco (1986, p. 208) “ […] Miramar, com belos chalets de praia, ruas arborizadas e o Parque da Gândara […] “ era sobretudo local de frequência balnear. Talvez por isso são referidos os “ chalets de praia “. Miramar, embora frequentada pela alta sociedade, ao contrário do que sucedia na Granja, onde ia a aristocracia, em Miramar predominava uma certa burguesia endinheirada.
Outro contraste com o ambiente rural e com as casas apalaçadas e os “chalets” de praia, eram as colmeias piscatórias da Aguda, onde se praticava - e ainda se pratica - uma pesca tradicional. Porém, com o passar dos anos assistiu-se à diminuição da mão-de-obra e da actividade piscatória, fruto da emigração dos pescadores para a Europa, sobretudo para países como a França, a Alemanha e a Holanda. A Aguda, mais precisamente nos anos 20 e 30 do século XX, era uma verdadeira “ […] colmeia feita estância de veraneio pela explosão das villas e chalets […] “, corroborando Pacheco (1986, p. 208), destacando-se, nos dias de hoje, sobretudo pelo seu apelativo litoral a nível turístico. A zona habitacional, atualmente também bastante desenvolvida, sobressai em zonas um pouco mais afastadas do litoral. Para tal contribuíram múltiplas ações que devolveram vida a edifícios abandonados, e se preocuparam com a construção de zonas de lazer e de conhecimento do mar, tais como o Parque da Aguda e a ELA - Estação Litoral da Aguda. Poderá, então, concluir-se que, na Aguda, se verifica, nos dias de hoje, a convivência e o entrecruzar de dois tipos sociais distintos. Um, o mais próximo do mar, onde se localiza a comunidade de pescadores ainda existente, e um outro, o das populações de classe média e média alta que habitam próximo da linha ferroviária.
A extensa e “boa” faixa litoral que a freguesia detém, motivou um grande desenvolvimento das suas praias (Aguda, Miramar e uma parte da Granja), contribuindo, deste modo, para uma maior atração turística. Talvez por esta razão, o autarca de Arcozelo, António Amendoeira, tenha declarado ao Jornal de Notícias em Outubro de 1997, que “ Arcozelo tem as melhores praias de Gaia […] “.
Pode constatar-se que todo este desenvolvimento propiciado pela “ […] urbanização intensiva, industrialização e o alastrar da mentalidade urbana […] “ (Pacheco, 1986, p. 207) contribuiu para o eliminar de algumas tradições de há muito enraizadas e para o transformar do ambiente rural de meados do século XX numa “ […] das freguesias mais desenvolvidas de Gaia […] “, como é citado no artigo do JN de Outubro de 1997.
Para finalizar, pode acentuar-se que Arcozelo, elevada a vila em 1988, tem demonstrado sinais de dinamismo e mudança, constituindo, assim, a mais urbana das três freguesias em estudo.


Um relance sobre a vida económica da freguesia de Arcozelo



            Reportando-nos apenas aos tempos presentes, pode dizer-se que a freguesia de Arcozelo se caracteriza por uma notória evolução em termos de dinamismo e atividades económicas nela existentes. Uma vez que em tempos idos, era uma zona essencialmente rural, foi possível concluir, através de exemplos a seguir explicitados, que Arcozelo se transformou numa área com um grande potencial a nível industrial. A área do comércio vai adquirindo, também, importância com a criação e desenvolvimento de estabelecimentos comerciais de um certo reconhecimento. Esta região agrícola tornou-se, em suma, numa zona fortemente industrializada, onde existem empresas tanto de nível nacional, como internacional. Apesar disto, sem a projeção de outros tempos, Arcozelo conserva ainda uma boa parcela de terreno agrícola, onde se cultiva o milho, a hortaliça, a batata, a cebola…
            Na fruticultura destacam-se as produções de ananás e kiwi. Já na floricultura proliferam, por sua vez, as estufas, onde crescem os cravos, os goivos, as estrelícias, as dálias, entre muitas outras espécies.
           
Em tempos mais recuados… predominavam

·        O Mercado da Aguda que ocupava uma área de 800 m2 junto à praia do lado sul (Rua Alfredo Dias), acabou por ser um espaço substituído por casas pré-fabricadas, habitadas por famílias de pescadores. Nunca chegou a funcionar em pleno, porque os vendedores ambulantes preferiam vender os seus produtos diretamente na rua, o que acontece ainda hoje. Mais recentemente, procedeu-se à construção de um outro mercado, o Mercado de Levante.
·        Em relação ao artesanato, pode dizer-se que foi ignorado durante muitos anos pelas populações que não se apercebiam da riqueza da sua arte. Contudo, tem vindo a recuperar importância, particularmente nas últimas décadas, através da organização de feiras, exposições e outras manifestações de carácter popular. O artesanato tem como variantes a criação de miniaturas regionais, de estatuetas de madeira e trabalho em ferro forjado (grades, portões, candeeiros, fogões de sala…).
·        Os tapetes de Arraiolos constituíam um indústria de cariz familiar e artesanal, das mais conhecidas da região, verificando-se uma proliferação de pequenos ateliers de tapeçaria tipo Arraiolos. Inicialmente esta atividade era apenas exercida em casa, nas horas vagas e pós-laborais, tendo sido só posteriormente comercializada, em casas de especialidade.
·        Relativamente ao Comércio e à Indústria, Arcozelo dizia respeito a uma região essencialmente agrícola, ocupada por lavradores, caseiros e muitos trabalhadores rurais. A Indústria limitava-se a pequenas oficinas de serralharia, marcenaria, tapetes de Arraiolos e a algum artesanato, atividades estas referidas anteriormente. A nível do Comércio existiam poucas mercearias de bom nível, alguns talhos e pequenos estabelecimentos de mercearia-e-vinhos, tascos e drogarias.

Nos últimos anos, a feição de Arcozelo foi mudando, aparecendo sobretudo na zona nascente, diversas indústrias, destacando-se as seguintes…

·        Yazaki Saltano que se dedica ao fabrico de cabelagem para automóveis.
·        Cabelte, fábrica vocacionada para as telecomunicações e umas das melhores apetrechadas da Europa.
·        Desco, fábrica de material eléctrico e electrónico. A sua actividade principal é o fabrico de cabos de alimentação, fio eléctrico, prolongadores, tomadas, fichas e enroladores destinados à indústria de electrodomésticos.
·        Dat-Schaub, empresa que se dedica à indústria alimentar, produzindo tripas para enchidos.
·        Progado, sociedade produtora de rações, ligada à alimentação animal, à pecuária e à moagem de cereais.
·        Orni”ex”, ligada à produção, importação e exportação de produtos para todo o tipo de animais de companhia.
·        Caves Acácio, dedicada ao armazenamento e comercialização de vinhos de mesa de tipos diversos como o Rose, Verde, Dão, Douro e o da Bairrada no mercado nacional, assim como de aguardentes.
·        Pincéis Universal, uma das mais conceituadas marcas de pincéis do país que se tem, também, lançado no mercado internacional.
·        Fábrica Miramar, empresa do ramo dos pincéis, tendo sido a que mais trabalhadores empregou e a primeira a fabricar rolos para pintura no país. A projeção da marca Miramar estendeu-se a vários países europeus, assim como, para as antigas províncias ultramarinas (PALOP’S), exportando os seus produtos essencialmente para estas das regiões. (*)
·        A Renascença do Corvo, serralharia que para além do trabalho vulgar em aço, metal e alumínio, tinha uma vertente artística de construção em ferro forjado e bronze. Os seus produtos alargaram-se a todo o país, realizando-se obras de grande vulto, como os edifícios da Philips, da Shell, do Banco Espírito Santo, do Banco Totta e & Açores, entre outros. (*)
·        Serralharia Artística do Corvo, praticamente só dedicada à arte de construção em ferro forjado. (*)
·        Soarmoldes, que fabricava moldes em aço para a indústria de plásticos. (*)
·        Empresa têxtil Delfim Ferreira, que foi uma das mais modernas e qualificadas empresas têxteis algodoeiras do país, até à década de 70. A partir dessa altura entrou em declínio, tendo sido encerrada definitivamente em 1992. (*)
 Bibliografia:
- Amendoeira, António T. D. (1994).Vila de Arcozelo: História e Monografia. Edição do autor patrocinada pela Junta de Freguesia e Câmara Municipal.
 
- Pacheco, Hélder. (1986). O grande Porto: Gondomar, Maia, Matosinhos, Valongo, Vila Nova de Gaia (1ª ed.). Lisboa: Presença.

Silva, João Belmiro Pinto da, Gomes, Catarina Sofia e Costa, José Carlos. (1999). Vila Nova de Gaia: a outra margem Douro. Paços de Ferreira: Anégia Editores.
 Jornal de Notícias do dia 22/10/1997